23/01/2012
Levantamento amostral do Fundecitrus mostra que a contaminação dobrou de 2010 para 2011
![]() |
....De acordo com levantamento amostral realizado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a incidência de cancro cítrico saltou de 0,44% para 0,99% em 2011 nos talhões do parque citrícola. Esse valor já indica uma ameaça, pois supera o índice de 0,70%, constatado no primeiro levantamento.
A região mais afetada é a Noroeste, com 7% dos talhões contaminados, seguida pela Oeste, com 2,2%. As demais regiões apresentaram índices inferiores a 1%, como a Norte (0,5%), a Sul (0,27%) e a Centro (0,05%). O levantamento foi realizado por 80 inspetores que percorreram 10% dos talhões em toda a área citrícola, em 2011.
Como o número é o mais elevado dos últimos 13 anos, o momento é de atenção e de reforço das medidas de prevenção. “As condições desta época do ano, como as chuvas e o calor, somadas à colheita, criam o ambiente ideal para uma rápida e fácil disseminação da bactéria causadora da doença”, explica o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Monaco.
“Esse momento exige profunda reflexão dos produtores, pois caminhamos para uma situação de perda total de controle dentro da política atual de supressão da doença”, destaca.
Além de uma política de defesa fitossanitária, ações efetivas e contínuas, o controle do cancro cítrico depende muito do produtor, que deve cuidar do pomar, realizando constantes inspeções à procura da doença e adotando medidas de prevenção, como a desinfestação do material de colheita, pulverização de caminhões e veículos que circulam na propriedade, entre outros.
Atualmente na ausência de inspeção sistemática pelos órgãos de defesa, em casos de suspeita, o citricultor deve comunicar a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), que encaminha o material para análise laboratorial. Se confirmada a doença, o produtor deve seguir a portaria 291 do Ministério da Agricultura, que prevê a erradicação de árvores em um raio de 30 metros a partir daquela que estiver com sintomas.
É importante lembrar que a ação deve ser contínua, pois uma planta contaminada recentemente pode demorar até cinco meses para apresentar os primeiros sintomas.
FUNDECITRUS