15/06/2009
Quando as aparências enganam
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....Este título, ao contrário da interpretação literária, que significa abundância, se refere a um modo de falar caipira no sentido de manifestar a falta = “farta”, ou seja, ausência ou falta de alguma coisa. Portanto, estarei tratando da falta e não da abundância.
A agropecuária de forma geral, incluída nesta o nosso café, possui como luta constante e infindável as batalhas por legislações ou ações que provoquem sustentação aos produtores. Estas deveriam ser implantadas pelos governos, porém, propostas com eficiência pela produção.
Entre a sociedade produtiva e o governo existe a sociedade civil, e justamente nesta se encontra o suporte necessário a movimentações mais dinâmicas no sentido de sensibilizações para atendimentos de reivindicações reais e necessárias junto aos governantes.
Percebam que esta sociedade desconhece os problemas agropecuários, mas conhece os impostos a que é obrigada a recolher. Esta sociedade, espoliada através de uma das maiores taxas de impostos do planeta não é atendida no básico, sem mencionar todo o restante.
A agropecuária, através das populações dos grandes centros, principalmente, é vista por uma imagem irreal, para não dizer surrealista, onde se tem por rótulo “fazendeiros ricos, chorões e eternos pedintes de recursos”. Sabemos não ser a realidade, com algumas exceções, mas a sociedade por desconhecimento pensa e a trata desta forma.
Ficar sentado reclamando não parece ser uma boa alternativa, por isso, no atual cenário que se encontra a cafeicultura brasileira, afetada por clima e mercado desfavorável aliados ao alto custo de produção, o aconselhável é investir em técnicas e estruturas de modernização na busca permanente pela melhoria da qualidade do café. Com certeza quem vende café de alta qualidade com preços acima de R$ 300,00 deve estar satisfeito com o que faz! [ Fernando Peternelli ]
Texto elaborado pelo Engº José Eduardo Reis e concluído por Fernando Peternelli